Tao depressa que ela passa, muitas vezes sem nos darmos conta.
A vida claro.
O importante não é que ela passe rápido, o importante é não nos deixarmos estacar. Caso tal aconteça, basta um choque para vermos a vida a passar à frente dos nossos olhos.
Eu tento não esperar, tento andar e correr se for preciso, para não a deixar passar... Mas por vezes todos nós necessitamos de um choque para perceber que temos de ir ainda mais rápido. Por muito que seja difícil correr, eu não desisto. Não desisto porque já aprendi que muitas coisas boas vêem quando nós menos esperamos. Devo lutar, mesmo que muitas vezes não consiga, mas também concordo que não faz mal nenhum parar e reflectir de vez em quando.
Penso que a vida é mais que isto, mais que trabalho, mais que esforço, mas ultimamente não tenho visto, nem sequer sentido que existe mais para além disto.
"Está quase" penso todos os dias, mas será que está? Lá por faltar pouco não quer dizer que se desista.
Nunca, mas nunca desisto, repito-me isto vezes sem conta, e acho que deveria repetir para todos.
Deveria, por acaso deveria, mas quem me iria ouvir? Tantas vezes sinto que o desespero é total, que é raro encontrar coisas ou até mesmo pessoas positivas na vida. Mas sei que elas existem.
Cada vez mais, na conjuntura atual, este mundo se encontra dividido. Eu sei que o que devia estar a acontecer era a união, e não a discriminação, o ódio. Todos nos devemos lembrar de quem é o verdadeiro inimigo. Inimigo esse que nos é comum. Só contra esse devemos lutar, e não nos devemos rebelar uns contra os outros.
Também sinto ódio, e não são poucas as vezes, mas depois consigo lembrar-me que a vida é minha. Mas será que é só minha ? Não sei... Teria de pensar seriamente.
sábado, 31 de maio de 2014
Alta velocidade
sábado, 3 de maio de 2014
Nova Vida
Já passou. Pensou eu, ou pelo menos tento pensar assim... Será que passou mesmo? Ou estarei simplesmente a ser demasiado optimista?
Tudo o que aconteceu, as lágrimas, tudo o que se partiu, e o sangue... Será que acabou?
Penso que o melhor é deixar para trás, mas será que sou capaz de o fazer? Será que sou capaz de perdoar sem levantar um dedo como vingança? Talvez sim, pelo menos a raiva já passou, acho eu.
Não sei que mais sentir, em relação aos culpados, perdoo-os por uns tempos, porque sei que existem pessoas maldosas. Noutras horas, gravito em torno do que fazer para esquecer, para passar por cima, por muito pouco tempo que seja.
Tudo o que senti, sei que não fui a unica. Sei-lo por tudo o que me disseram, as pessoas que me tentaram animar que por muito que eu o quisesse, não conseguia botar um sorriso, por mais triste que este fosse.
Tudo o que passei, sei que terá recompensa, tudo o que eu sofri, sei que por alguma razão foi ...
Antes, passei tempos muito piores, mas falarei disso outro dia, ou ano... Quando sentir que estou preparada para o partilhar, para o tirar da minha cabeça... Por mais que eu reconhecesse, que tudo o que ouvia a meu respeito era mentira e superficial, eu não conseguia acreditar nisso, agora, tudo me parecia tao real, tão sincero... Sei que não sou a unica a sofrer isto, neste minuto, nem neste segundo. Há mais adolescentes por aí, a experienciar o mesmo, nas mão de outros adolescentes...
Consigo por noites dormir, por mais pouco que seja, consigo fechar os olhos e entrar num mundo que só a mim me pertence, onde mais ninguém tem acesso... Aí, eu sinto-me bem, por meros segundos... até os pesadelos me iludirem e me levarem para a vida real. Isto nos dias em que consigo dormir, nos dias em que não adormeço encharcada, a tremer e com receio de acordar.
É nestas situações que sabemos quem está do nosso lado, quem nos quer bem, quem não nos irá abandonar, esse ano, vi verdadeiramente quem ficará do meu lado, dentro de mim, para sempre...
Por vezes gostava de partilhar tudo ! Sem nunca mais acabar! Mas continuo com medo, com medo que me voltem a fazer o mesmo. A partir desta experiência, percebo que o mundo é mais que revistas, mais que pessoas bonitas e muito mais do que o papel que se faz circular pelas ruas decidido a separar a sociedade, e sei, que algures, existe alguém que precisa de mim, que precisa do meu apoio, que precisa de ajuda para suportar e superar, tal como eu fiz noutros tempos. Tempos que já lá vão, mas que deixaram marcas profundas no meu coração.
Assinar:
Comentários (Atom)